Inteligência e Verdade – Ensaios de Filosofia – Olavo de Carvalho

Inteligência e Verdade - Ensaios de Filosofia - Olavo de CarvalhoInteligência e verdade é uma reunião de ensaios, apostilas, aulas transcritas e notas pessoais de Olavo de Carvalho sobre os temas da verdade e da capacidade humana para o conhecimento. Ela compila e ordena textos considerados pelos alunos do Seminário de Filosofia como clássicos e fundamentais ao pensamento do autor, tais como O problema da verdade e a verdade do problema, Da contemplação amorosa, Ser e conhecer, A tripla intuição e outros — além daquele cujo nome batiza toda a coletânea, Inteligência e verdade.

“A inteligência não se esgota no mero aspecto cognitivo: se a potência de conhecer a verdade constitui a semente da inteligência, esta semente só floresce por iniciativa da vontade, e também pela vontade ela enfraquece e morre. Vontade significa o exercício da liberdade. Quando você capta que algo é verdadeiro, significa que você aceitou que aquilo é verdadeiro, e quando você capta que é falso, significa que você o rejeitou. Ora, quem aceita ou rejeita não é uma faculdade em particular, mas é você inteiro, num ato de vontade livre. Isto significa que a inteligência é indissoluvelmente a síntese de uma aptidão cognitiva e de uma vontade de conhecer. Se houvesse um ensinamento voltado ao desenvolvimento da inteligência, ele teria de, antes de mais nada, acostumar o aluno a desejar a verdade em todas as circunstâncias e a não fugir dela. Portanto o exercício da inteligência possui necessariamente um lado ético, moral. Platão dizia: ‘Verdade conhecida é verdade obedecida’.”  — Olavo de Carvalho

Sobre o autor

Olavo de Carvalho, nascido em Campinas-SP, em 29 de abril de 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros. A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia “científica”. Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica.

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