Dez Erros Filosóficos – Mortimer J. Adler

Dez Erros Filosóficos - Mortimer J. Adler Nos tempos modernos, poucos avanços foram feitos (para não dizer nenhum) em filosofia. Ao contrário, muito se perdeu como resultado de erros que teriam sido evitados se a modernidade tivesse preservado, e não ignorado, algumas verdades antigas. A filosofia moderna começou muito mal — com Hobbes e Locke na Inglaterra, e com Descartes, Spinoza e Leibniz no continente. Cada um desses pensadores agiu como se não tivesse predecessores a quem consultar, como se estivesse começando a construir pela primeira vez, do zero, todo um sistema de filosofia. Carentes de algo como um exame crítico e cuidadoso das visões dos filósofos antigos e medievais, em vão os pensadores modernos repudiaram o passado como se fosse um repositório de erros. Mas ao rejeitar certos pontos da doutrina herdada do passado, fica perfeitamente claro que eles não a entenderam propriamente, porque os erros que cometem provêm da ignorância de distinções e insights já consagrados, essenciais para a resolução dos problemas que os modernos se propõem a resolver.

Sobre o autor

Mortimer J. Adler, notável teórico da educação, abandonou a escola aos quatorze anos de idade e posteriormente frequentou a Columbia University com a intenção de melhorar a escrita e tornar-se jornalista. Não concluiu a graduação, mas recebeu da universidade o título de doutor honorário. Passou a lecionar psicologia, escreveu obras filosóficas e publicou vários livros, de linguagem acessível, sobre a filosofia e religião ocidentais. Na década de 1930, tornou-se professor da Universidade de Chicago, ajudando a fundar, entre outros institutos, o Center for the Study of the Great Ideas. Entre suas principais influências, estavam Aristóteles, Santo Tomás de Aquino, John Locke e John Stuart Mill. Nascido em família judia, converteu-se quando adulto ao cristianismo.

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