Considerando Todas as Coisas – G. K. Chesterton

Considerando Todas as Coisas - G. K. ChestertonConsiderando todas as coisas é uma coletânea dos artigos de Chesterton publicados no Illustrated London News, nos anos que precederam a Primeira Guerra Mundial. Traz uma variedade de temas, tratados com seu inconfundível estilo e com o seu inalterável bom humor.

Talvez o que seja mais interessante nos escritos de Chesterton seja a sua característica temporal: ainda que tenha escrito para os seus contemporâneos ingleses, ainda que ele mesmo tenha prenunciado “a breve carreira de um livro destes, que poderia durar apenas vinte minutos a mais do que a maioria das filosofias que vem atacar”, sua obra rompeu fronteiras e chegou até nós de forma estrondosa. É o que se espera dos grandes gênios da literatura: atemporalidade.

Chesterton, então, pôde falar para o homem comum da sua época, e também para nós, décadas adiante, com a mesma veracidade de quem testemunhou um tempo no qual o pensamento vulgar e imoral tomava corpo – e hoje, crescido, nos atormenta. Mas no final, decerto Chesterton nos diria: não importa se lutamos com espadas ou pedaços de pau importa mesmo o lado em que lutamos.

Sobre o autor

Gilbert Keith Chesterton foi um jornalista e escritor Inglês, nascido em Londres em 29 de Maio de 1874. Foi educado na escola de St. Paul e em seguida ingressou na Slade School of London para estudar artes. A sua família era Anglicana, mas em 1922 Chesterton se converteu ao Catolicismo por influência do escritor Hilaire Belloc com quem mantinha grande amizade.

Sua obra mais conhecida do público é Ortodoxia na qual faz uma apologia impressionante do Cristianismo contra linhas de pensamento modernistas como o cientificismo, o ateísmo, o reducionismo, o determinismo e o relativismo. A sua retórica chama a atenção pela clareza e precisão nos argumentos, sendo fonte de inspiração para muitos pensadores e autores Cristãos. Outro livro apologético de grande importância é Hereges.

Chesterton também ficou conhecido em sua época pelos debates com George Bernard Shaw, H. G. Wells, Bertrand Russell e Clarence Darrow, nos quais sua lógica de pensamento e bom humor conquistavam o público.

Faleceu em 14 de Junho de 1936, deixando todos os seus bens para a Igreja Católica.

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