Alarmes e digressões – G. K. Chesterton

Alarmes e digressões - G. K. ChestertonAlarmes e digressões (1911) é uma coletânea de artigos de G. K. Chesterton publicados no jornal britânico Daily News de 1901 a 1913, aproximadamente. Nela, o leitor encontrará novamente o bom humor e a profundidade do autor, que versa magistralmente sobre temas tão variados quanto a história da arte, Alfred, o Grande (o primeiro rei dos ingleses), e a inusitada negligência da literatura universal para com os… queijos.

Nesta coletânea encontra-se um corolário daquela máxima chestertoniana que diz que uma coisa morta é que segue as correntezas, pois somente o que está vivo é capaz de ir contra a corrente: Todo o período do último século foi o que se pode chamar de “movimento de pêndulo”; isto é, a ideia de que o homem deve ir alternadamente de um extremo a outro. É uma idéia vergonhosa e até mesmo chocante; é a negação de toda a dignidade da raça humana. Quando o homem está vivo, permanece parado em pé. É  só quando está morto que balança.

Sobre o autor

Gilbert Keith Chesterton foi um jornalista e escritor Inglês, nascido em Londres em 29 de Maio de 1874. Foi educado na escola de St. Paul e em seguida ingressou na Slade School of London para estudar artes. A sua família era Anglicana, mas em 1922 Chesterton se converteu ao Catolicismo por influência do escritor Hilaire Belloc com quem mantinha grande amizade.

Sua obra mais conhecida do público é Ortodoxia na qual faz uma apologia impressionante do Cristianismo contra linhas de pensamento modernistas como o cientificismo, o ateísmo, o reducionismo, o determinismo e o relativismo. A sua retórica chama a atenção pela clareza e precisão nos argumentos, sendo fonte de inspiração para muitos pensadores e autores Cristãos. Outro livro apologético de grande importância é Hereges.

Chesterton também ficou conhecido em sua época pelos debates com George Bernard Shaw, H. G. Wells, Bertrand Russell e Clarence Darrow, nos quais sua lógica de pensamento e bom humor conquistavam o público.

Faleceu em 14 de Junho de 1936, deixando todos os seus bens para a Igreja Católica.

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