Questões Disputadas Sobre a Alma – Tomás de Aquino

Questões Disputadas Sobre a Alma - Tomás de Aquino A presente obra de Santo Tomás de Aquino é um grande clássico do pensamento medieval. Nela o Doutor Angélico leva o método escolástico da disputatio a uma perfeição dialética poucas vezes vista em toda a história da filosofia, arrolando densos argumentos metafísicos que, a cada questão, encontram solução magistral para a problemática da alma humana, no tocante ao ser e às operações.

Como se trata, em sentido estrito, de uma disputa filosófica, estas Questões dão resposta efetiva a vários temas que, na época de Tomás de Aquino, suscitaram polêmicas e escândalos.

A riqueza e a atualidade da gnosiologia e da metafísica de Santo Tomás evidenciam-se em todas as demais questões relativas à natureza da alma humana abordadas na presente obra – que vem à luz numa edição bilíngue digna da importância do Aquinate para a filosofia. Problemas teológicos e relativos à angelologia são também enfrentados e resolvidos de forma surpreendente, como a possibilidade de a alma, separada do corpo, padecer o fogo do inferno e qual a diferença entre a alma humana e o anjo, na medida em que ambos são subsistentes e imateriais.

Ao compulsar estas páginas, tenha o leitor a absoluta certeza de que está diante de uma obra-prima.

Sobre o autor

Nascido em uma família de nobres, Tomás de Aquino fez os primeiros estudos no castelo de Monte Cassino. Em Nápoles, para onde foi em 1239, estudou artes liberais, ingressando, em seguida, na Ordem dos Dominicanos, em 1244. De Nápoles, a caminho de Paris, em companhia do Geral da ordem, foi seqüestrado por seus irmãos, inconformados com seu ingresso no convento. No ano seguinte, fiel à sua vocação religiosa, viajou a Paris, onde se tornou discípulo de Alberto Magno, acompanhando-o a Colônia. Em 1252, voltou a Paris, onde se formou em teologia e lecionou durante três anos. Depois de voltar à Itália, foi nomeado professor na cúria pontifical de Roma. Ensina, durante anos, em várias cidades italianas. Uma década depois, retorna a Paris, onde leciona até 1273. A seguir, parte para Nápoles, onde reestrutura o ensino superior. Em 1274, convocado pelo papa Gregório 10º, viaja para participar do Concílio de Lyon. Adoece, contudo, durante a viagem, vindo a falecer no mosteiro cisterciense de Fossanova, aos 49 anos de idade. Chamado de Doutor Angélico e de Príncipe da Escolástica, Tomás de Aquino foi canonizado em 1323 e proclamado doutor da Igreja Católica em 1567.

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