Os demônios – Capa dura – Fiódor Dostoiévski

Os demônios - Capa dura - Fiódor Dostoiévski Um dos romances mais impactantes de Dostoiévski, Os demônios não chega a rivalizar em badalação com Crime e castigo ou Os irmãos Karamázov e tem provocado, desde o seu lançamento na década de 1870, uma porção de polêmicas acirradas. Esse aparente paradoxo explica-se pelo fato de serem discutidos nele, com absoluta franqueza, diversos temas sensíveis: a revolução social e o extremismo político, a negação dos valores tradicionais e o uso de violência “para o bem da humanidade”, entre outros, nem sempre fáceis e agradáveis de discutir.

Tomando por base um acontecimento real que havia chocado a sociedade russa, o autor criou uma trágica profecia literária, subestimada ou apenas incompreendida pelos seus contemporâneos, mas comprovada por todo o decurso da história universal no século XX. E não se limitou a mostrar aos leitores o perigo mortal da “demonização” do processo histórico como também lhes ofereceu uma das maiores obras das letras cristãs que jamais existiram. Pôs os extremos do mundo ― o amor e o ódio, a fé e a descrença, a humildade e a soberba ― sobre a balança de sua filosofia, deixando a escolha final com quem viesse a ler Os demônios

Sobre o autor

Fiódor Mikháilovitch Dostoiévski nasceu em Moscou em 1821, e estreou na literatura com o romance Gente pobre, em 1846, ao qual se seguiram O duplo (1846) e Noites brancas (1847), entre outros. Após ser preso e condenado à morte pelo regime tsarista em 1849, teve sua pena comutada para quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria, experiência retratada em Escritos da casa morta, livro que começou a ser publicado em 1860, um ano antes de Humilhados e ofendidos. Após esse período, escreve Memórias do subsolo (1864), Um jogador (1867), O eterno marido (1870) e uma sequência de grandes romances, Crime e castigo (1866), O idiota (1869), Os demônios (1872) e O adolescente (1875), culminando com a publicação de Os irmãos Karamázov em 1880. De 1873 até o ano de sua morte publicou ainda o Diário de um escritor, reunindo peças jornalísticas e de ficção. Reconhecido como um dos maiores autores de todos os tempos, Dostoiévski morreu em São Petersburgo, em 1881.

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