O Mapa do Conhecimento – R. G. Collingwood

O Mapa do Conhecimento - R. G. CollingwoodArte, Religião, Ciência, História, Filosofia — tais são os caminhos pelos quais o filósofo R. G. Collingwood quer guiar o leitor, traçando um mapa que os toma, não apenas como tipos diferentes de linguagem, mas como possibilidades concretas e legítimas da experiência humana e, como tal, atividades que envolvem todo o nosso ser e que reclamam para si o estatuto de verdadeiro conhecimento. O autor parte de que, para o homem medieval, nenhuma atividade intelectual existia isoladamente: a arte, a religião e a filosofia se influenciavam mutuamente, numa integração geral das atividades do espírito, e seus praticantes tinham seu lugar garantido na estrutura das instituições sociais. Uma vez que cada uma desenvolveu-se sobremaneira, começaram então a separar-se, separação esta que é a própria essência do Renascimento.

A liberdade, contudo, foi conquistada a troco da paz, e o rompimento das ligações entre cada um dos interesses humanos levou à crise da arte e da filosofia modernas, da religião no Ocidente, da ciência, do direito, em suma, da cultura e da sociedade como um todo. Eis, então, o grande problema da vida moderna: de um lado, as pessoas sedentas pela beleza, pela fé e por conhecimento; de outro, uma multidão de artistas, filósofos e sacerdotes que não encontram mercado para seus produtos. Produtores e consumidores do alimento espiritual não se encontram; a ponte entre eles está quebrada — e apenas um espírito ousado, vez ou outra, consegue transpor o abismo. Só haverá solução possível, segundo Collingwood, na reaproximação das formas da experiência humana, em sua união numa vida total e completa.

Sobre o autor

Robin George Collingwood (22 de fevereiro de 1889 – 9 de janeiro de 1943) foi um filósofo, historiador e arqueólogo britânico. Filho do acadêmico William Gershom Collingwood, professor de Belas Artes na Universidade de Reading, ingressou na Universidade de Oxford em 1908, onde estudou Filosofia, foi apontado como “guardião” do Pembroke College em 1912. Collingwood, que realizaria todas as suas atividades na referida instituição, tornou-se conhecido por seu trabalho sobre a história antiga, devido às inúmeras escavações dirigidas entre 1911-1934. Sofreu influência de idealistas italianos como Benedetto Croce, Giovanni Gentile e Guido de Ruggiero, este último era um amigo íntimo. Outras importantes influencias foram as de Immanuel Kant, Giambattista Vico, F. H. Bradley, Alfred North Whitehead e Samuel Alexander.

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