O Erro de Narciso – Louis Lavelle

O Erro de Narciso – Louis LavelleEste pequeno livro é grande por seu conteúdo, que retoma o problema da consciência de si pondo em evidência todas as armadilhas do amor-próprio. Lá onde Lacan vê no desdobramento do eu a constituição de uma imagem de si originária, rígida e mortífera, Lavelle designa o amor-próprio – ou a vaidade de querer dar uma falsa imagem de si – como o que impede a consciência de viver. O Erro de Narciso, sob a aparência de um modesto livro de reflexão moral, é no fundo um verdadeiro guia espiritual fundado numa metafísica da existência como abertura à realidade do espírito. Que nos permitam citar aqui as palavras de Pierre Hadot, filósofo contemporâneo particularmente clarividente: “Gostei muito do livro de Louis Lavelle, O Erro de Narciso, porque a série de curtas meditações que formam esse pequeno livro e que são, cada qual, um convite a praticar um exercício espiritual, conduz pouco a pouco o leitor àquele ‘presente onde se acha situado o cume da nossa consciência’ e à tomada de consciência da ‘presença pura'”.

Sobre o autor

Chamado por A.-D. Sertillanges “o Platão dos nossos dias”, Louis Lavelle foi professor do Collège de France e integrante da Academia de Ciências Morais e Políticas. Nascido na mesma região em que Michel de Montaigne e Maine de Biran, foi permanentemente influenciado por eles. Escreveu o que se tornaria a sua tese de doutorado em algumas cadernetas que comprou na cantina do campo de Giessen, onde passou os últimos anos da Primeira Guerra Mundial. Fundou, com seu amigo René Le Senne, a chamada filosofia do espírito. Lavelle influenciou decisivamente pensadores como Pierre Hadot, Alfonso López Quintás, Vicente Ferreira da Silva, Alfredo Bosi, Tarcísio Padilha, Étienne Borne e Paul Ricoeur.

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