Jó – Ou a tortura pelos amigos – Fabrice Hadjadj

Jó – Ou a tortura pelos amigos – Fabrice Hadjadj Fabrice Hadjadj é conhecido por escrever ensaios cáusticos sobre eventos atuais. E a É Realizações lança uma de suas peças, Jó – Ou a tortura pelos amigos, que não poderia deixar de ser diferente. Uma releitura atual da história de Jó, um texto em que o autor entra num diálogo histórico com o livro considerado o mais antigo da Bíblia: o livro de Jó.

“Eis o Jó de Hadjadj. A peça, além da discussão enquanto tal, e das várias referências a ‘males contemporâneos’ entrecruzados com males clássicos da literatura bíblica, apresenta Deus como uma espécie de ‘dramaturgo e diretor’ de um drama em que Ele nos conhece (seus personagens e atores) de forma mais íntima do que nós conhecemos a nós mesmos. Isso inclui o próprio Demônio atormentado, que ecoa na famosa fórmula do Rei David (o bem amado de Deus no judaísmo), aquele que sabe que Deus conhece cada fio de nosso cabelo, e de Santo Agostinho (354-430), em seu maravilhoso ‘As Confissões’: Deus é mais íntimo de mim do que sou de mim mesmo. Essa é a beleza que tardiamente conhecemos e que, quando a conhecemos, a vida se revela em sua beleza. A mesma beleza que Dostoiévski (1821-1881) dizia que salvaria o mundo. É esta a alegria do Jó de Fabrice Hadjadj: A alegria que a beleza da graça traz para a nossa vida.”

Do Prefácio de Luiz Felipe Pondé.

Sobre o autor

Fabrice Hadjadj é membro do Conselho Pontifício para os Leigos (Vaticano), dramaturgo e professor de filosofia e literatura. Judeu de nome árabe, nasceu em 1968 na França, filho de revolucionários maoístas, e foi ateu até a juventude, quando converteu-se ao catolicismo. Intelectual público de frequente protagonismo em debates acerca do lugar da religião no mundo contemporâneo, dialoga e colabora com pensadores de grande expressão internacional como Michel Houellebecq. Recebeu o Grande Prêmio Católico de Literatura (2006), o Prêmio do Cercle Montherlant (2009), o Prêmio de Literatura Religiosa (2010) e o Prêmio Espiritualidades de Hoje (2013). Escreve para o Figaro Littéraire e dirige o Philanthropos, instituto de estudos em antropologia sediado na Suíça.

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