Do Ser – Dialética do Eterno Presente – Vol. I – Louis Lavelle

Do Ser - Dialética do Eterno Presente - Vol. I - Louis LavelleA Dialética do Eterno Presente, obra máxima de Louis Lavelle, foi comparada por Paul Ricoeur a uma mina de ouro, e chamada por outros leitores de “verdadeira catedral filosófica” e “o maior sistema de metafísica do século XX”. Neste primeiro de quatro volumes, o autor – escrevendo em plena época de desprestígio da noção de ser, motivada pelo positivismo e pelo neokantismo – defende, a um só tempo, os conceitos de univocidade, universalidade e participação. Com primorosa tradução de Carlos Nougué, que reproduz a beleza da prosa lavelliana, o ensaio é estruturado em artigos curtos que constituem uma rigorosa cadeia argumentativa. O tempo, o eu, a eternidade, Deus e o conhecimento estão entre as muitas noções que são discutidas à medida que se descreve analiticamente a ideia do ser. Na introdução e na conclusão, Lavelle analisa os acertos e insuficiências, conforme a filosofia do espírito, de correntes como o empirismo, a fenomenologia e, sobretudo, o existencialismo.

Sobre o autor

Chamado por A.-D. Sertillanges “o Platão dos nossos dias”, Louis Lavelle foi professor do Collège de France e integrante da Academia de Ciências Morais e Políticas. Nascido na mesma região em que Michel de Montaigne e Maine de Biran, foi permanentemente influenciado por eles. Escreveu o que se tornaria a sua tese de doutorado em algumas cadernetas que comprou na cantina do campo de Giessen, onde passou os últimos anos da Primeira Guerra Mundial. Fundou, com seu amigo René Le Senne, a chamada filosofia do espírito. Lavelle influenciou decisivamente pensadores como Pierre Hadot, Alfonso López Quintás, Vicente Ferreira da Silva, Alfredo Bosi, Tarcísio Padilha, Étienne Borne e Paul Ricoeur.

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