Depois da virtude – Alasdair MacIntyre

Depois da virtude - Alasdair MacIntyreDepois da virtude: um estudo sobre teoria moral

Quarenta anos depois de ser lançado,  “Depois da virtude” é considerado um dos principais tratados sobre ética e moral da contemporaneidade. Nele, o filósofo aristotélico-tomista Alasdair MacIntyre examina as raízes históricas e conceituais da ideia de virtude, reflete sobre os motivos da ausência dessa ideia (bem como de sua prática) no mundo contemporâneo e propõe caminhos para o restabelecimento de uma ordem social baseada nas virtudes.

O texto que o leitor tem em mãos foi traduzido da 3ª edição do livro, publicada em 2007 pela University of Notre Dame Press, e conta com um prefácio do autor no qual ele reflete sobre a sua própria tese 25 anos depois de sua primeira publicação, revê alguns pontos e explica por que ele se mantém firme em seus argumentos centrais.

“Minha explicação das virtudes passa por três estágios: um primeiro, que diz respeito a virtudes como qualidades necessárias para se alcançarem os bens internos às práticas; um segundo, que as considera como qualidades contribuindo para o bem de uma vida inteira; e um terceiro, que os relaciona à busca de um bem para os seres humanos, e cuja concepção só pode ser elaborada e possuída dentro de uma tradição social contínua.”

Alasdair MacIntyre

Sobre o autor

Alasdair MacIntyre filósofo, nasceu em Glasgow, na Escócia, em 1929, foi criado na Inglaterra e vive nos Estados Unidos desde a década de 1970. Sua atuação se estende pelas áreas da ética, da política, da sociologia e das ciências sociais, bem como pelo campo da literatura clássica grega e latina. Começou sua carreira tentando encontrar uma ética marxista que justificasse racionalmente a condenação do stalinismo, mas suas buscas o levaram a abandonar o marxismo por completo, bem como todo individualismo liberal moderno, e a abraçar a ética aristotélica. Seu livro After Virtue (1981), já um clássico, é o produto dessa trajetória, no qual ele afirma que a sociedade contemporânea vive uma “cultura do emotivismo”, onde a retórica moral não tem preensão real na vida prática e é apenas usada para mascarar escolhas totalmente arbitrárias. Seus estudos foram responsáveis pela renovação do interesse acadêmico na ética aristotélica, ainda que MacIntyre venha se declarando tomista desde 1984.

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