As descontinuidades da criação – Gustavo Corção

As descontinuidades da criação - Gustavo Corção“Parece-nos indispensável marcar bem a intolerância em relação à evolução dos evolucionistas que tira o mais do menos, que faz passar da potência ao ato sem nada que esteja em ato, o que consiste precisamente em ser um processo auto criador que torna sub-repticiamente aceitável a criação ex-nihilo sem um deus todo poderoso, desde que essa criação se torne infinitesimal e suficientemente lenta para que as inteligências tardas não percebam o mecanismo do absurdo, e fiquem, de tantos em tantos metros, ou de tantos em tatos séculos, diante de uma situação de fato. é preciso denunciar a absoluta inaceitabilidade do evolucionismo dos racionalistas e dos empiristas”.

— Gustavo Corção

Sobre o autor

Gustavo Corção (Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1896 – Rio de Janeiro, 6 de julho de 1978) foi um escritor, engenheiro, ensaísta e jornalista católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil. Escreveu para diversos jornais, como Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Seu único livro de ficção, Lições de abismo, é considerado uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela UNESCO. Como escritor, Corção foi amplamente admirado e elogiado por nomes como Antonio Olinto, Raquel de Queiroz, Ariano Suassuna, Gilberto Freyre, Nelson Rodrigues e Manuel Bandeira.

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