A Dialética Simbólica – Olavo de Carvalho

A Dialética Simbólica - Olavo de CarvalhoCada um dos trabalhos aqui reunidos aponta e caminha, de fato, na direção de certas evidências de princípio, que, organizadas e hierarquizadas, compõe uma filosofia, mas cuja expressão plena não se encontrará neste volume, pela simples razão de que se trata de filosofia in fieri e de que não poderia ser de outro modo, sendo seu autor um homem de sessenta anos – precisamente a idade em que, após décadas de ensaios e tentativas, um filósofo começa a penetrar no território que será definitivamente o seu, se viver para ocupá-lo.

É, pois, natural que o filósofo, antes de se aventurar a dar às suas idéias a expressão formal e sistêmica em que adquirirão sua identidade definitiva, acerta as contas com as primeiras etapas de sua vida e de sua obra, como o pintor que revê e ordena seus esboços antes de iniciar o quadro. Não é outro o sentido da coletânea de Estudos reunidos que este volume inaugura. Para o escritor, para o crítico, para o ensaísta, um volume deste gênero é o coroamento de uma vida. Publicá-lo aos sessenta anos seria prematura aposentadoria. Para o filósofo, é apenas a hora de fazer a avaliação final dos ensaios para poder iniciar o espetáculo.

Esta obra reúne:

PARTE 1 – ESTUDOS TEÓRICOS
I. A Dialética Simbólica e Outros Estudos
II. Os Gêneros Literários: Seus Fundamentos Metafísicos

PARTE 2 – FILMES: ESTUDOS CRÍTICOS
I. Símbolos e Mitos no filme O Silêncio dos Inocentes
II. O Crime da Madre Agnes ou: A Confusão entre Espiritualidade e Psiquismo
III. Meu Filme Predileto: Aurora, de F. W. Murnau (1927) – Cinema e Metafísica
IV. Central do Brasil

Sobre o autor

Olavo de Carvalho, nascido em Campinas-SP, em 29 de abril de 1947, tem sido saudado pela crítica como um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros. A tônica de sua obra é a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva, sobretudo quando escorada numa ideologia “científica”. Para Olavo de Carvalho, existe um vínculo indissolúvel entre a objetividade do conhecimento e a autonomia da consciência individual, vínculo este que se perde de vista quando o critério de validade do saber é reduzido a um formulário impessoal e uniforme para uso da classe acadêmica.

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