Publicado originalmente em 1935, o livro – obra de maior destaque de Paul Hazard, historiador francês e membro da Academie Française – resume e esclarece as mudanças por que passou a Europa na passagem do século XVII para o XVIII. Hazard se vale de grandes pensadores do período, entre eles Spinoza, Bayle e Locke, para conduzir suas reflexões. Ao estudar o nascimento das ideias, ou de suas metamorfoses, ao acompanhá-las na maneira de se afirmarem e de ousarem em seu progresso, nas suas sucessivas vitórias e no triunfo final, o autor se convence de que são as forças intelectuais e morais, e não as forças materiais, que dirigem e comandam a vida.
O livro, ao mesmo tempo erudito e irreverente, tem alcance amplamente reconhecido até hoje, oitenta anos depois de sua publicação original.
Sobre o autor
Paul Hazard nasceu na França, em 1878 e morreu em Paris em 1944. Sua tese de doutorado, defendida em 1910, estudou o impacto da Revolução Francesa sobre a literatura italiana. As relações entre história e literatura sempre o atraíram, como mostra sua expressiva obra a respeito de autores tais como Baudelaire, Cervantes, Stendhal, Lamartine e Leopardi. Em 1913 passou a integrar, como professor, os quadros da Sorbonne, ingressando no Collège de France em 1925. Autor do livro A crise da consciência europeia.
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