A Consciência de Si – Louis Lavelle

A Consciência de Si - Louis LavellePublicado pela primeira vez em 1933, A Consciência de Si é apontado por estudiosos como um dos melhores escritos moralistas de Lavelle. A leitura desta obra constitui um verdadeiro exercício de introspecção no qual o leitor, à medida que avança na leitura, aguça seu autoconhecimento psicológico e moral. Encontra-se aqui a reflexão sobre o que constitui o “eu”, sobre como se dá o conhecimento, sobre a origem das ideias, sobre vícios e virtudes que favorecem ou prejudicam a vida espiritual, sobre o amor, o tempo, a morte e sobre Deus. Este volume conta ainda com um ensaio de Rene Le Senne – filósofo francês que fora amigo pessoal de Lavelle – que procura traçar a relação do autor com a tradição dos moralistas franceses e destacar a singularidade de sua abordagem psicológica em contraste com as escolas psicológicas em voga na época. Uma exortação ao contato com a realidade expressa por um filósofo para quem “o mais difícil nas obras do espírito não é mostrar potência na construção, engenhosidade na análise, elegância no estilo: é manter uma comunicação contínua com o real”.

Sobre o autor

Chamado por A.-D. Sertillanges “o Platão dos nossos dias”, Louis Lavelle foi professor do Collège de France e integrante da Academia de Ciências Morais e Políticas. Nascido na mesma região em que Michel de Montaigne e Maine de Biran, foi permanentemente influenciado por eles. Escreveu o que se tornaria a sua tese de doutorado em algumas cadernetas que comprou na cantina do campo de Giessen, onde passou os últimos anos da Primeira Guerra Mundial. Fundou, com seu amigo René Le Senne, a chamada filosofia do espírito. Lavelle influenciou decisivamente pensadores como Pierre Hadot, Alfonso López Quintás, Vicente Ferreira da Silva, Alfredo Bosi, Tarcísio Padilha, Étienne Borne e Paul Ricoeur.

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