A Cinza do Purgatório – Otto Maria Carpeaux

A Cinza do Purgatório - Otto Maria CarpeauxA Cinza do Purgatório é uma coletânea de ensaios sobre literatura publicados originariamente no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, nos anos de 1941 e 1942. Nesta obra, o leitor verá Otto Maria Carpeaux em seu máximo esplendor. Os ensaios sobre Jacob Burckhardt, Santa Teresa de Ávila, Giambattista Vico, Franz Kafka, Joseph Conrad, Dostoiévsky, entre outros, estão entre as mais sublimes produções intelectuais em solo brasileiro. O livro é composto por 28 ensaios, divididos em três partes: Profecias, Interpretações e Julgamentos. Esta nova edição de A Cinza do Purgatório foi preparada por Eduardo Zomkovski e Diogo Fontana, a partir da análise dos originais publicados em jornal. As citações em francês foram traduzidas pelo poeta Wladimir Saldanha e as citações em latim pelo professor Ronaldo Bohlke

Sobre o autor

OTTO MARIA CARPEAUX (1900–1978), foi um jornalista, ensaísta e crítico literário austríaco naturalizado brasileiro. Nascido Otto Karpfen, filho de pai judeu e mãe católica, estudou Direito e Filosofia em Viena, Ciências matemáticas em Leipzig, Sociologia em Paris, Literatura comparada em Nápoles e Política em Berlim, além de doutorar-se em Letras e Filosofia na Universidade de Viena. Diante da ascensão de Hitler, combateu a ideologia nazista e a anexação da Áustria pela Alemanha, especialmente em seus livros e em seus artigos para a revista Der Christliche Ständestaat. Em 1938, após a invasão alemã, foi obrigado a refugiar-se, primeiro na Bélgica e, no ano seguinte, no Brasil. Conhecedor de mais de dez línguas, não demorou para dominar a língua portuguesa e firmar-se na imprensa local. O reconhecimento veio logo com os primeiros livros: A cinza do Purgatório (1942), Origens e fins (1943), Perguntas e respostas (1953), Retratos e leituras (1953) e Pequena bibliografia crítica da literatura brasileira (1955). Aclamado por nomes como Aurélio Buarque de Holanda, Graciliano Ramos, Álvaro Lins e Carlos Drummond de Andrade, começou a publicação de sua obra-prima História da literatura ocidental (1958-66), seguida por Uma nova história da música (1958), Presenças (1958), Livros na mesa (1960) e A literatura alemã (1964). Em 1968, deu por encerrada sua carreira literária, para se dedicar unicamente à luta política. Publicou também: O Brasil no espelho do mundo (1965), A batalha da América Latina (1966), As revoltas modernistas na literatura (1968), 25 anos de literatura (1968), Hemingway (1971) e Alceu Amoroso Lima (1978), além de prefácios, introduções, verbetes de enciclopédia. É considerado um dos maiores críticos literários brasileiros, tendo influenciado toda a sua geração de intelectuais e escritores.

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