A Caridade, a Correção Fraterna e a Esperança – Tomás de Aquino

A Caridade, a Correção Fraterna e a Esperança - Tomás de AquinoTomás de Aquino, filósofo e teólogo dominicano, santo e doutor da Igreja, escreveu diversas obras, dentre as mais importantes estão as famosas Questões Disputadas, que são o fruto característico da universidade medieval. Dessas Questões derivam as mais célebres contribuições de Tomás para a filosofia e também para a teologia.

A Editora Ecclesiae apresenta essa inédita tradução, do latim para o português, de A caridade, a esperança e a correção fraterna, que corresponde às Quaestiones Disputatae de Virtutibus, questio 2, 3 e 4.

Na questão 2, Tomás analisa com profundidade, e  ao longo de 13 artigos, a natureza, a definição, a origem e as características específicas da caridade; na questão 3, investiga a correção fraterna e a sua relação com o preceito; e na questão 4, Tomás analisa as características da virtude teologal da esperança. Essas três questões possuem certa unidade, enquanto relativas à revelação do cristianismo. Mas, visto que em Tomás a graça supõe a natureza, o intento do autor é distinguir também o que é próprio do humano, bem como até que ponto uma virtude infusa depende da colaboração humana e quando começa a ação divina.

Sobre o autor

Nascido em uma família de nobres, Tomás de Aquino fez os primeiros estudos no castelo de Monte Cassino. Em Nápoles, para onde foi em 1239, estudou artes liberais, ingressando, em seguida, na Ordem dos Dominicanos, em 1244. De Nápoles, a caminho de Paris, em companhia do Geral da ordem, foi seqüestrado por seus irmãos, inconformados com seu ingresso no convento. No ano seguinte, fiel à sua vocação religiosa, viajou a Paris, onde se tornou discípulo de Alberto Magno, acompanhando-o a Colônia. Em 1252, voltou a Paris, onde se formou em teologia e lecionou durante três anos. Depois de voltar à Itália, foi nomeado professor na cúria pontifical de Roma. Ensina, durante anos, em várias cidades italianas. Uma década depois, retorna a Paris, onde leciona até 1273. A seguir, parte para Nápoles, onde reestrutura o ensino superior. Em 1274, convocado pelo papa Gregório 10º, viaja para participar do Concílio de Lyon. Adoece, contudo, durante a viagem, vindo a falecer no mosteiro cisterciense de Fossanova, aos 49 anos de idade. Chamado de Doutor Angélico e de Príncipe da Escolástica, Tomás de Aquino foi canonizado em 1323 e proclamado doutor da Igreja Católica em 1567.

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