Odes Modernas – Antero de Quental

Odes Modernas - Antero de QuentalPoeta, pensador, revolucionário cultural e estudioso dos problemas e da história de Portugal, Antero de Quental foi, em sua época, um dos mais influentes intelectuais de seu país. A acentuada religiosidade, herdada da mãe, e os exemplos inspiradores do avô e do pai, que sempre lutaram contra o absolutismo, somados a uma grande sensibilidade e inquietação metafísica, levaram o poeta a preocupar-se com os problemas sociais e políticos de seu país.

Odes Modernas (1865) é um de seus trabalhos poéticos mais importantes e lidos. O livro é fortemente influenciado pela dialética hegeliana e o anarquismo de Proudhon, além de receber a majestosa influência da poesia de Victor Hugo. Em uma de suas últimas odes ele proclama: “Eu falo das ruínas do passado, / E de glórias futuras/ (…) E solta o canto, é brio de esperanças, / Ao ver a nova Aurora. (…)”

Sobre o autor

Antero Tarquínio de Quental nasceu em Ponta Delgada, no dia 18 de Abril de 1842. Desenvolveu uma intensa atividade no campo da escrita, da política e da produção de ideias.

Dotado de uma personalidade complexa, sofreu as oscilações de um carácter rico com uma expressão evidente na sua obra poética. Com efeito, Quental desenvolveu uma atividade intervencionista que se traduziu numa intensa atividade crítica.

O poeta filósofo acreditava no progresso social que só poderia ser uma realidade com a implantação do socialismo. A par do seu lado combativo, Antero é um homem que na sua ânsia de infinitude, procura através da filosofia descobrir os mistérios existenciais.

Morreu no dia 11 de Setembro de 1891.

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