Mente Cativa – Czeslaw Milosz

Mente Cativa - Czeslaw Milosz“Mente Cativa” analisa o poder dos regimes tiranos que escravizam homens e mulheres, não somente por meio do terror, mas por meio das ideias, obtendo a qualidade de propriedade sobre o espírito humano. Defendendo a liberdade intelectual, a perspectiva brilhantemente polêmica de Milosz teve um papel significativamente libertador na Polônia, sendo ainda relevante nos dias de hoje. Escrito em Paris no ano de 1951, enquanto estava em exílio de sua Polônia nativa, a denúncia de Milosz ao stalinismo irou muitos intelectuais europeus em uma época em que estavam se aproximando da Rússia comunista. Contudo, hoje é conhecido como um clássico contra o totalitarismo, no mesmo patamar de Orwell e Solzhenitsyn.

Sobre o autor

Czesław Miłosz (Kėdainiai, 30 de junho de 1911 — Cracóvia, 14 de agosto de2004) foi um poeta, romancista e ensaísta de língua polonêsa.

Milosz nasceu em família de ascendência polonesa na Lituânia, quando o país ainda pertencia ao Império Russo. Cresceu em Vilna, onde cumpriu parte dos estudos, outra parte na Polônia. Viveu em Paris (1934 a 19370), período em que absorveu as idéias estéticas e políticas dos círculos de vanguarda. Para ele, escrever sempre foi um ato político. Suas primeiras obras preveem a iminência de um cataclismo internacional e o torna líder da escola catastrofista de poesia polonesa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Milosz passou à clandestinidade e combateu as forças de ocupação nazistas em Varsóvia: publicou poemas de resistência, como Canção Invencível. Após o conflito, foi adido cultural do novo governo comunista da Polônia, mas, em 1951, desiludido com o regime, desertou para Paris. Em 1953, publicou A Mente Cativa, uma coletânea de ensaios sobre a submissão dos intelectuais poloneses ao comunismo. Em 1960, o poeta emigrou para os Estados Unidos, onde continuou ponderando sobre a fragilidade, crueldade e a corruptibilidade humana.

Em reconhecimento por seu pensamento humanista sobre a liberdade, a consciência e o “poder do totalitarismo sobre corpos e mentes”, foi laureado com o Nobel de Literatura de 1980.

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