Direito Natural e História – Leo Strauss

Direito Natural e História - Leo Strauss“Sustentamos que estas verdades são auto-evidentes, que todos os homens são criados iguais, que eles são dotados pelo seu criador com certos direitos inalienáveis, que entre estes estão o direito à vida, liberdade e busca de felicidade.”

Com esta famosa passagem da Declaração de Independência norte-americana, inicia Leo Strauss (1898-1973) a sua obra mais famosa, “Direito Natural e História”, originalmente publicada em 1950. Afirma em seguida que a nação criada à luz desta declaração, em parte precisamente por ter sido criada à luz desta declaração, tornou-se a mais poderosa ao cimo da terra.

Em vez de idolatrar as formas mais modernas ou recentes de pensamento, Leo Strauss convida-nos a redescobrir a sabedoria dos antigos. Strauss comete ainda a heresia suprema de sugerir que essa tradição clássica não é apenas a da filosofia de Atenas, mas também a da religião revelada de Jerusalém.

O direito natural é um dos temas mais controversos e importantes na filosofia política e social contemporânea. Nesta obra, Leo Strauss examina o status da questão no pensamento contemporâneo e afirma que a realidade oferece um fundamento firme para a distinção entre o certo e o errado na ética e na política.

Sobre o autor

O filósofo político germano-americano de origem judaica, um dos mais influentes do século XX, foi professor de Ciência Política na Universidade de Chicago. Aluno de Ernst Cassirer, Edmund Husserl e Martin Heidegger, dedicou-se a princípio à fenomenologia, mas seus grandes objetos de estudo viriam a ser a filosofia antiga, a interpretação desta feita por filósofos judeus e islâmicos medievais e a influência exercida por tal sobre a filosofia política moderna. Também lecionou brevemente na Universidade de Cambridge e na Universidade Hebraica de Jerusalém e foi pesquisador na Universidade de Columbia e na New School for Social Research. Chegou a se candidatar a um pós-doutorado sob orientação do teólogo Paul Tillich, mas trocou-o por uma bolsa fornecida pela Fundação Rockefeller para estudos em Paris. Foi amigo de Alexandre Kojève, Alexandre Koyré, Raymond Aron e Étienne Gilson, correspondeu-se com Eric Voegelin e Isaiah Berlin e conheceu por intermédio do movimento sionista alemão Hannah Arendt, Walter Benjamin, Norbert Elias, Leo Löwenthal, Franz Rosenzweig, Karl Löwith e Hans-Georg Gadamer. Entre seus alunos estiveram Allan Bloom e Richard Rorty. Os entusiastas de seu pensamento são comumente chamados straussians. É por vezes considerado um dos fundadores do neoconservadorismo.

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